quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Doenças do Sangue

As doenças do sangue, também chamadas de doenças hematológicas ou doenças sanguíneas, são classificadas como heredi- tárias (transmitidas de pai e/ou mãe para os filhos) ou adquiridas. Podem surgir no momento da forma- ção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas e também das proteínas plasmáticas (en- contradas no plasma), das quais muitas têm papel preponderante na coagulação sanguínea.  Também podem ser fruto de alguma deficiência na função das células e/ou proteínas sanguíneas.



Esses agravos são normalmente detectados por sin- tomas clínicos, tais como fraqueza, cansaço, infec- ções frequentes e sangramentos anormais, e diag- nosticadas por meio de exames laboratoriais do sangue ou da medula óssea, onde são formadas as células do sangue. Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento. 

Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento.

HEMOFILIA

- O que é? 
Doença causada pela deficiência congênita do fator VIII (tipo A) ou do fator IX (tipo B), que são proteí- nas contidas no sangue que atuam no processo de coagulação. A hemofilia A é a mais frequente, ocor- rendo em cerca de um a cada dez mil homens. A he- mofilia B é de três a quatro vezes menos frequente.

- Como é transmitida?
 A hemofilia é passada das mães para os filhos, por herança genética. Está associada a uma alteração na capacidade de coagulação do sangue do organismo. Atinge apenas os homens.

- Quais os sintomas?
 As manifestações hemorrágicas podem aparecer no primeiro ano de vida. O sangramento pode ser espon- tâneo ou provocado (corte ou pancada); externo ou interno; em músculos, articulações ou órgãos. Em casos mais graves, há sangramento interno repetitivo, febre e dores nas articulações.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença pode ser levantada por um exame de sangue simples, chamado de coagulogra- ma, e é confirmada por exame  que mede a quantidade dos fatores VIII e IX no plasma.

- Qual o tratamento? 
Ainda não há cura para a hemofilia. A doença é controlada com injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes (VIII ou IX ).

DOENÇA DE VON WILLEBRAND

- O que é? 
É uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência do fator de von Willebrand, uma das proteínas responsáveis pela coagulação, no organismo. A falha nesta substância provoca lentidão no estancamento do sangue. Das doenças Hemoragicas hereditárias, esta é a mais comum, chegando a um caso em cada cem habitantes. Porém, como não é muito conhecida, ainda é pouco diagnosticada.

- Como é transmitida? 
É transmitida dos pais e/ou mães para os filhos de ambos os sexos, durante a formação do feto.

- Quais os sintomas? 
Os principais sintomas são hematomas, sangramentos nasais, sangramentos excessivos após pequenos cortes; extração dentária; cirurgias; nas gengivas ou  períodos menstruais prolongados, no caso das mulheres. Na forma grave da doença também podem ocorrer hemorragias dos tratos digestivo e urinário. Alguns doentes podem apresentar sintomas como os da hemofilia grave, tais como hemorragias nas articulações e músculos, apesar de esta forma grave ser rara.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença de von Willebrand pode ser levantada pelo  histórico familiar e pessoal de sangramentos na pele e em mucosas e por meio de exame de sangue que dosa o nível do fator de  von Willebrand no plasma. Este teste é capaz de apontar a deficiência quantitativa e qualitativa des- sa proteína no organismo do indivíduo.

- Qual o tratamento?
Na maioria dos casos, os sangramentos cessam com um tampão ou gelo no local afetado, administração de medicamentos (antifibrinolíticos) que promovem a formação de coágulos ou com o uso de um medica- mento denominado DDAVP, que aumenta a produção de fator de von Willebrand pelo organismo. Em caso de hemorragias mais graves, é necessário realizar a te- rapia de reposição do fator de von Willebrand. Também é recomendado repor esta proteína antes de procedimentos como cirurgias e extração dentária.

Tecido Cartilaginoso


       tecido conjuntivo cartilaginoso também chamado apenas de cartilagem, é muito flexível, porém de consistência rígida e é encontrado no nariz, nos anéis da traqueia e dos brônquios, na parte externa da orelha, em algumas partes da laringe e na epiglote. Este tecido não possui vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos, ele pode ser nutrido de duas formas: através dos capilares do conjuntivo que o envolve (pericôndrio) ou através do liquido sinovial (líquido transparente e viscoso das cavidades articulares e bainhas dos tendões) das articulações. Ele se adere as superfícies das articulações ósseas de nosso corpo. Este é indispensável na formação de ossos longos, e também tem a função de suporte dos tecidos moles (tecido de sustentação).        

É formado por células denominadas condrócitos, células mais velhas que secretam matriz extracelular, que por sua vez tem origem em células embrionárias chamadas condroblastos (pequenas lacunas na substância intracelular).    

Normalmente um condroblasto pode conter de dois a oito condrócitos, formando uma espécie de ninho de células envolto por uma fina cápsula, eles produzem grandes quantidades de fibras proteicas, a medida que sua atividade metabólica vai moderando passam a se chamar condrócitos. A matriz extracelular serve de ponte para a difusão dos condrócitos para os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo circundante.
O papel fisiológico deste tecido está relacionado à suas propriedades que dependem da estrutura da matriz que pode ser colágeno ou colágeno+eslastina+proteoglicanas  (proteína + glicosaminoglicanas), e é por causa desta ligação que este tecido tem tal elasticidade. As cartilagens são envolvidas por uma bainha conjuntiva (exceto as cartilagens das articulações) que recebe o nome de pericôndrio (do grego Peri = em torno).  Encontramos em certos vertebrados como os peixes cartilaginosos (o tubarão e a arraia, por exemplo), estes possuem esqueleto cartilaginoso exclusivamente. Em outros vertebrados este tecido é substituído pelo ósseo, que possui consistência mais rígida.
Podemos dividir este tecido em três grupos diferentes:

Cartilagem Hialina
A mais comum encontrada na laringe, traqueia, nos brônquios e nas articulações. Esta cartilagem apresenta uma matriz mais homogênea e possui poucas fibras colágenas. Esta cartilagem é a que forma o primeiro esqueleto de um embrião, que logo após é substituída por osso. É a mais abundante na anatomia humana.


Se esta cartilagem sofrer uma lesão se regenerará com mais dificuldade e provavelmente não completamente, com exceção em crianças com pouca idade. Em adultos esta regeneração é feita pelo pericôndrio, que células originadas por ele, invadem a área fraturada dando origem ao um novo tecido cartilaginoso.        



Cartilagem Elástica
Semelhante à hialina, a cartilagem elástica possui pequenas porções de colágeno, além de fibras elásticas entrelaçadas, materiais de lâminas de elástico. Este material é responsável pela maior elasticidade desta cartilagem. Possui também uma exuberante rede de fibras elásticas finas, que se unem ao pericôndrio. Devido à presença de elastina esta cartilagem possui uma coloração amarelada. As células presentes do interior desta cartilagem mantêm a matriz. Este tipo de cartilagem é encontrada na orelha, no septo nasal e na epiglote.


1- matriz territorial;
2- fibras elásticas;
3- condrócitos;
4- matriz interterritorial
Cartilagem Fibrosa
A cartilagem fibrosa também pode ser chamada  defibrocartilagem. Esta cartilagem apresenta grande quantidade de fibras colágenas, fazendo assim com que se torne a mais resistente de todas as três. Nesta cartilagem não há presença de pericôndrio e está diretamente associada ao tecido conjuntivo denso. Ela tem a função de cartilagem intervertebral, separando uma vértebra de outra, evitando assim o atrito entre elas e amortecendo choques que podem ser transmitidos á coluna através de atividades físicas. Esta cartilagem está presente entre as vértebras e no osso púbis da bacia.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Funções dos Tecidos Conjuntivos


Os tecidos conjuntivos são os responsáveis pelo estabelecimento e manutenção da forma do corpo, fazendo a ligação entre as diferentes células e órgãos, mantendo-os unidos e dando suporte mecânico. Em uma analogia simples, em que os órgãos e células seriam os tijolos de uma parede, o tecido conjuntivo seria como o cimento que os une.


1- Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado,
2- Tecido Conjuntivo Frouxo, 3- Tecido Conjuntivo Denso


Estruturalmente o tecido conjuntivo possui três componentes: células, fibras e substância fundamental. A variação na qualidade e quantidade destes componentes define os diferentes tipos de tecido conjuntivo. Enquanto os demais tecidos (epitelial, muscular e nervoso) têm como constituintes principais as células, no tecido conjuntivo predomina a matriz extracelular, formada pela substância fundamental e pelas fibras.
A matriz extracelular é uma combinação variada de diversas proteínas fibrosas com a substância fundamental. As fibras podem ser colágenas, reticulares ou elásticas, dependendo da composição das proteínas, que por sua vez definirá suas propriedades e funções.
A substância fundamental é um complexo viscoso e altamente hidrofílico, ou seja, que possui grande afinidade pela água (hidro= água / filia= afinidade por), portanto solúvel. É composto principalmente de macromoléculas aniônicas (como glicosaminoglicanos e proteoglicanos) e glicoproteínas multiadesivas (como a lamina, a fibronectina, entre outras). Estas macromoléculas se ligam a receptores específicos na superfície das células, promovendo assim a união do tecido, conferindo força tênsil e rigidez à matriz.
As principais células do tecido conjuntivo são os fibroblastos, osleucócitos e as células adiposas.
Os fibroblastos produzem as fibras e a substância fundamental, além de estarem envolvidos na produção de fatores de crescimento, que controlam o crescimento e a diferenciação celular. Quando os fibroblastos tornam-se metabolicamente quiescentes (pouco ativos) passam a ser chamados de fibrócitos. Os leucócitos são as células de defesa, eles produzemanticorpos, fagocitam corpos estranhos (bactérias ou partículas) e modulam reações alérgicas e inflamatórias. As células adiposas estocam gordura, que serve de reserva energética e produção de calor.
O tecido conjuntivo está presente nos tendões e ligamentos, aponeuroses, cápsulas envolvendo órgãos, membranas orgânicas e constituindo o estroma (tecido de sustentação) dos órgãos.
Os tecidos conjuntivos são divididos em:
Tecido conjuntivo propriamente dito – É o tecido conjuntivo que faz a estruturação e o suporte. Pode ser do tipo frouxo ou denso. O frouxo suporta estruturas que estão sujeitas a pequenos atritos e pressão, sendo encontrado preenchendo espaços entre células, suportando células epiteliais e em torno dos vasos sanguíneos e nas membranas serosas. O denso tem a mesma composição que o frouxo, porém possui menor quantidade de células e abundantes fibras colágenas, oferecendo assim resistência e proteção ao tecido. Ele é também menos flexível e mais resistente à tensão.
Tecido Adiposo – Constituído por células adiposas, chamadas adipócitos. Ele é o maior depósito corporal de energia, armazenada em forma de lipídios (a gordura). Ele também serve para modelar a superfície do corpo, sendo responsável pelas diferenças da silhueta masculina e feminina. Ele também forma coxins sobre a pele, oferecendo importante proteção contra choques mecânicos, por exemplo, na planta dos pés, na palma das mãos e nas nádegas. E como a gordura não é bom condutor de calor, o tecido adiposo constitui ainda um isolante térmico para o corpo.
Tecido Cartilaginoso – Possui consistência rígida, oferecendo suporte para os tecidos moles. Reveste também as superfícies articulares, absorvendo choques e facilitando o deslizamento dos ossos nas articulações. Ele é também o principal constituinte dos ossos no feto e no recém-nascido, diferenciando-se em tecido ósseo e promovendo o crescimento da criança.
Tecido Ósseo  - Forma os ossos, o principal constituinte do esqueleto. Dá suporte ao corpo e protege órgãos vitais, como o cérebro na caixa craniana e os pulmões e o coração dentro da caixa torácica. Serve de apoio aos músculos esqueléticos, proporcionando movimentos úteis aos membros. Ele também protege e aloja a medula óssea, formadora das células sanguíneas. Serve ainda de depósito de cálcio, fosfato e outros íons, possibilitando regular a liberação destes no sangue quando necessário.  (Por Marcos Duarte).





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sistema Ósseo

                                           
Além de dar sustentação ao corpo, o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Ele constitui-se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes:
1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica.
2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).
1-Esqueleto axial
1.1-Caixa craniana
Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital, esfenoide , nasal, lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior).

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

Observações:
Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio. 
Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da cabeça da criança, que facilita a passagem da mesma no canal do parto; após o nascimento, será substituída por osso.
1.2-Coluna vertebral
É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço), coluna torácica, coluna lombar, coluna sacral, coluna cocciciana (coccix).

 

1.3-Caixa torácica
É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que são em número de 12 de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).



 2- Esqueleto apendicular
2-1- Membros e cinturas articulares
Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços, os carpos. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.
Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo e pé. O osso da coxa é o fêmur, o mais longo do corpo. No joelho, ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. A região frontal do joelho está protegida por um pequeno osso circular: a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos, formam o tornozelo. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas falanges.
Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica, popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro - osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix, formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.


Juntas e articulações
Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas; nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas, denominadas articulações, os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos.
Ligamentos
Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos.
Classificação dos ossos
Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em: 
A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso.  Exemplos: fêmur, úmero.

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997, com adaptações
B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos. 
C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula.
Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.


Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino: 







quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Músculos


Conceito de Músculos: 

São estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Este é efetuado por células especializadas denominadas fibras musculares, cuja energia latente é ou pode ser controlada pelo sistema nervoso. Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica. O músculo vivo é de cor vermelha. Essa coloração denota a existência de pigmentos e de grande quantidade de sangue nas fibras musculares. Os músculos representam 40-50% do peso corporal total. 

Funções dos Músculos: 
a) Produção dos movimentos corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e correr. 
b) Estabilização das Posições Corporais: A contração dos músculos esqueléticos estabilizam as articulações e participam da manutenção das posições corporais, como a de ficar em pé ou sentar. 
c) Regulação do Volume dos Órgãos: A contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos (esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco. 
d) Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As contrações dos músculos lisos das paredes vasos sangüíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o retorno do sangue para o coração. 
e) Produção de Calor: Quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse calor liberado pelo músculo é usado na manutenção da temperatura corporal.


Em número de nove. São eles: 
a)      Cabeça
b)      Pescoço
c)      Tórax
d)     Abdome
e)      Região posterior do tronco
f)       Membros superiores
g)      Membros inferiores
h)      Órgãos dos sentidos
i)        Períneo

http://www.auladeanatomia.com/sistemamuscular/gen-musc.htm acesso 23/10/2013 às 23:48

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Funções da Pele




Video Aula sobre Histologia da Pele, produzida por alunos da UFPE/CAV.  Dayane Freaceitas.
http://www.youtube.com/watch?v=LhRQgVJKR-c  - acesso 22/10/2013 às 22:24

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Processos da Infertilidade

O primeiro conceito que devemos ter é que a fertilidade do ser humano é relativamente baixa. Um casal apresenta uma chance de engravidar de cerca de 20% ao mês. Assim, é comum haver algum tempo entre o início das tentativas de engravidar e a gestação, o que levanta a primeira questão: quando um casal deve pensar em infertilidade?
Getty ImagesNo processo de fecundação natural, há as seguintes etapas: ovulação, captação do óvulo pela tuba, fertilização deste pelo espermatozóide e, por fim, implantação do embrião formado no útero.

Define-se infertilidade conjugal como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de método anticoncepcional. Este limite de tempo é importante pois, após 1 ano sem conseguir engravidar, o casal deve procurar assistência médica para uma avaliação adequada. Obviamente, existem situações nas quais este tempo deve ser menor. Por exemplo, quando a mulher tem 35 anos ou mais deve procurar ajuda após 6 meses de tentativa. Outros exemplos são naqueles casais onde há uma suspeita de alteração inicial, como presença de menstruações irregulares, Síndrome dos Ovários Policísticos, endometriose, infecção pélvica prévia, gestação ectópica anterior, laqueadura tubárea ou vasectomia.
A infertilidade não é um problema raro e atinge cerca de que 15% dos casais.

Causas

A etapas do processo reprodutivo precisam estar em perfeito funcionamento para ocorrer a gravidez. As principais fases são a ovulação, a captação do óvulo pela tuba, a fertilização deste pelo espermatozóide e, por fim, a implantação do embrião formado no útero.
Portanto, as principais causas de infertilidade são:

Fatores femininos

  • Problemas na ovulação (fator ovulatório)
  • Alterações tubárias (fator tubário)
  • Alterações no útero (fator uterino)
  • Endometriose.

Fatores masculinos

  • Problemas na formação, no transporte ou na ejaculação dos espermatozóides.
Ressalta-se que 10% dos casais não apresentam uma causa clara para explicar a infertilidade, mesmo após investigação completa (infertilidade sem causa aparente). Por outro lado, cerca de 20% dos casais apresentará problemas tanto na mulher como no homem, o que explica a importância de sempre investigar ambos. A seguir, iremos detalhar cada um destes fatores.


A ovulação é o processo no qual o óvulo, armazenado dentro dos ovários, é liberado mensalmente. Mulheres que ovulam normalmente apresentam menstruações regulares, muitas vezes precedidas de sintomas pré-mentruais (conhecidos como tensão pré-menstrual ou TPM). Por outro lado, aquelas que não ovulam adequadamente, apresentam menstruações irregulares, associadas, em alguns casos, ao aumento de pelos e acne. Esta última situação é tipicamente encontrada em mulheres com a 
Síndrome dos Ovários Policísticos (falta de ovulação e ovários com múltiplos microcistos). Outras doenças também podem estar envolvidas, como tumores produtores de prolactina, hipotireoidismo, tumores produtores de androgênios e deficiências enzimáticas raras.Fatores femininos

Getty ImagesIlustração do sistema reprodutor feminino
Além disso, a redução da quantidade e da qualidade dos óvulos também é uma causa importante de dificuldade de engravidar. Este processo está diretamente relacionado a idade, pois os óvulos, ao contrário dos espermatozóides, não se multiplicam e se esgotam. Nos dias atuais, quando a gravidez é cada vez mais postergada, este problema é extremamente importante.
Após a ovulação, o este é captado pela tuba uterina. É na tuba que ocorre a fertilização, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo. O embrião é formado e transportado até o útero. Esta etapa depende do perfeito funcionamento das tubas, órgãos extremamente delicados. As alterações tubárias podem ser evidentes, como na obstrução bilateral, ou mais sutis, como nas aderências e nas distorções. Estas alterações são secundárias a processos inflamatórios/infecciosos ou a endometriose.
No útero, ocorrerá a implantação do embrião. Os problemas mais comuns que podem afetar esta etapa são a presença de miomas, pólipos, malformações uterinas e aderências (ou sinéquias uterinas). São causas menos comuns de infertilidade.
Por fim, a endometriose é uma doença cada vez mais relevante, pois sua freqüência vem aumentando nas últimas décadas. É caracterizada pela presença de endométrio fora do útero. O endométrio é o revestimento interno do útero e local onde ocorre a implantação do embrião. Quando não há gravidez, o endométrio descama-se, ocorrendo a menstruação. O problema ocorre quando o endométrio se desenvolve em outros locais. Os órgãos onde mais encontramos estes implantes são os ovários, as tubas e o peritônio (revestimento interno do abdome), mas também podem atingir o intestino, o ureter e a bexiga. Os dois sintomas principais da endometriose são dor e infertilidade. A dor geralmente ocorre na menstruação e/ou na relação sexual.

Fatores masculinos

A função do sistema reprodutor masculino é produzir e transportar os espermatozóides. Alterações deste sistema podem reduzir a quantidade, a movimentação, a forma e a capacidade de fertilização dos espermatozóides. As principais causas que encontramos para explicar estes problemas são: varicocele, processos infecciosos, exposição a toxinas, fatores genéticos, alterações hormonais e obstrução dos ductos de transporte. Além disso, boa parte dos homens com alteração no sêmen não tem qualquer motivo identificável que a explique.
Getty ImagesIlustração do sistema reprodutor masculino
A varicocele é a presença de varizes nas veias do escroto. Muitos homens têm algum grau de varicocele, mas quando este grau é importante (veias visíveis no exame clínico), resulta em aumento da temperatura e acúmulo de substâncias tóxicas nesta região, prejudicando a produção de espermatozóides. Outros sintomas são a sensação de peso e dor na região.
As infecções levam a um processo inflamatório, que pode prejudicar a produção de espermatozóides e/ou aumentar o estresse oxidativo a qual estão submetidos. Diversas toxinas podem levar ao comprometimento temporário ou definitivo da produção de espermatozóides. As principais são medicamentos usados em quimioterapia, radiação, calor ou hormônios exógenos. Alterações genéticas também pode explicar a insuficiência testicular, sendo necessário pesquisá-las quando há uma redução considerável no número de espermatozóides. Por fim, a principal causa de obstrução dos ductos transportadores é a vasectomia, ou ligadura os ductos deferentes para anticoncepção.

Fatores de risco

Baseada nos principais fatores da infertilidade, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva estabeleceu quatro cuidados principais:
  • Idade: não deixar para engravidar tarde
  • Doenças sexualmente transmissíveis: prevenir e tratar rapidamente
  • Peso: evitar baixo peso ou obesidade
  • Tabagismo: para de fumar, pois o cigarro reduz a fertilidade.

Diagnóstico de Infertilidade

Apesar de parecer complicada, a investigação do casal deve ser objetiva e direcionada às principais causas que levam a infertilidade. Além disso, vale ressaltar: a investigação é sempre do casal, nunca apenas da mulher ou do homem.
Na mulher, os testes básicos que fazemos incluem, a avaliação da ovulação (história menstrual e dosagens de hormônios), o estudo das tubas (histerossalpingografia) e avaliação do útero (ultrassonografia transvaginal). O diagnóstico de endometriose, quando há suspeita, envolve exames de sangue e de imagem (ultrassonografia com preparo intestinal).
Apenas quando necessário, podemos lançar mão de testes mais avançados como a ressonância magnética, a laparoscopia, a histeroscopia e a avaliação genética.
No homem, avaliamos a produção de espermatozóides através da análise do sêmen (espermograma). O espermograma avalia o volume do sêmen, o número, a concentração, a movimentação (motilidade) e a forma (morfologia) dos espermatozóides e a presença de inflamação.
Quando indicado, solicitamos outros exames como dosagens hormonais, ultrassonografia da região pélvica, biópsia testicular e estudos genéticos do homem, dentre outros.édico

Tratamento de Infertilidade

Orientações gerais

Antes de pensar em qualquer tratamento de reprodução humana, existem orientações fundamentais a qualquer casal que queira engravidar. Inicialmente, é necessário realizar exames ante-natais, como sorologias para HIV, hepatite B e C, sífilis e rubéola. Além disso, no intuito de reduzir o risco de algumas malformações, está universalmente indicada a suplementação com ácido fólico para mulher. Em relação a fertilidade, devemos orientar o casal a manter um peso adequado, hábitos saudáveis de vida e, em caso de tabagismo, tentar parar.
Após a investigação da causa da infertilidade, inicia-se, quando indicado, o tratamento adequado. Este pode ser feito através de cirurgias ou de procedimentos clínicos. A nomenclatura dos procedimentos que usamos no tratamento do casal infértil varia de acordo com cada serviço ou Sociedade Médica. Para fins didáticos, consideramos que as técnicas de reprodução humana incluem: a relação sexual programada (coito programado), a inseminação intra-uterina e a FIV. Em muitas situações, há mais de uma opção de tratamento. Nestes casos, dentre os fatores que determinam a escolha temos: idade da mulher, tempo de infertilidade, fatores associados e desejo do casal.

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico está indicado em algumas causas de infertilidade. São exemplos os miomas, os pólipos ou as malformações uterinas, as alterações tubárias corrigíveis e a endometriose. Atualmente, dá-se preferência aos procedimentos minimamente invasivos, como a laparoscopia e a histeroscopia.
Em relação ao homem, pode-se considerar tratar cirurgicamente a varicocele ou realizar a reversão da vasectomia. Além disso, quando não há espermatozóides no sêmen ejaculado (azoospermia), podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a coleta dos espermatozóides do testículo (punção do testículo ou microdissecção do testículo) ou do epidídimo.


A relação sexual programada é indicada para a mulher que tem problemas na ovulação. É o tratamento mais simples em reprodução humana. A primeira etapa é a indução da ovulação, que é feita com medicações tomadas por via oral ou aplicadas por injeções subcutâneas. Neste período, o crescimento dos folículos ovarianos (cada folículo contém um óvulo) é controlado por exames de ultrassom. Quando os folículos atingem um tamanho adequado, aplica-se uma última medicação, que deflagra a ovulação propriamente dita. As relações sexuais são programadas e o teste de gravidez é feito após 14 dias.
Relação sexual programada (Coito programado)

A chance de gravidez com este tratamento é em torno de 15% por ciclo (ou tentativa). Apesar de parecer limitado, devemos lembrar que é um tratamento simples e que praticamente iguala a chance de engravidar a um casal infértil a de um casal fértil.

Inseminação intra-uterina

A inseminação intra-uterina é indicada para o casal em que o homem tem uma alteração leve a moderada do sêmen. Também pode ser usada em casos em que não se encontra o fator da infertilidade (infertilidade sem causa aparente) ou quanda há alterações leves. É um tratamento intermediário em reprodução humana. A indução da ovulação é feita de maneira semelhante a relação sexual programada. No entanto, em vez da relação sexual propriamente dita, faz-se a injeção do sêmen processado dentro do útero da mulher, utilizando-se um catéter delicado. O processamento seminal tem como objetivo separar os espermatozóides com boa motilidade. O teste de gravidez é feito após 14 dias.
A chance de gravidez com este tratamento é em torno de 15 a 20% por ciclo (ou tentativa). Novamente, é semelhante a chance por ciclo de um casal sem alterações.
Getty ImagesIlustração de inseminação artificial

Fertilização in vitro (FIV)

A FIV está indicada para inúmeros problemas sérios que levam a infertilidade, como alterações tubárias, endometriose, baixa qualidade dos óvulos e alteração importante do sêmen. É um tratamento de alta tecnologia em reprodução humana.
As etapas da FIV são: a indução da ovulação, a captação dos óvulos, a coleta dos espermatozóides, a fertilização no laboratório e a transferência dos embriões.
A indução da ovulação é realizada de maneira semelhante a relação sexual programada. No entanto, utilizamos preferencialmente medicações injetadas por via subcutânea e em doses maiores, para produzir um número maior de óvulos. Quando os folículos atingem um tamanho adequado, visto ultrassonograficamente, aplica-se a última medicação, que deflagra o amadurecimento dos óvulos. Em média, esta etapa dura em torno de 10 dias.
A captação dos óvulos é realizada 35 horas após a última medicação. É feita através da punção de cada folículo com uma agulha fina por via transvaginal. O procedimento é feito sob visão ultrassonográfica e anestesia. A coleta dos espermatozóides é realizada por masturbação, no mesmo dia da captação. Quando não há espermatozóides no sêmen ejaculado (azoospermia), podem ser necessários outros procedimentos para a obtenção dos espermatozóides (punção do testículo ou do epidídimo, por exemplo).
No laboratório, os óvulos captados são fertilizados pelos espermatozóides, formando os embriões. Atualmente, na maioria dos casos a fertilização é feita através da injeção do espermatozóide diretamente dentro do óvulo (ICSI).
Os embriões se desenvolvem no laboratório por 3 a 5 dias. Após este período, eles são transferidos para dentro do útero da mulher. Este procedimento é realizado com um catéter delicado e não há necessidade de anestesia. O teste de gravidez é feito após 9 a 11 dias.
Há alguns riscos associados a este tratamento. O mais comum deles é a gestação múltipla, que está associada a índices mais elevados de abortamentos, prematuridade e recém-nascidos de baixo peso. A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana é rara e decorre das medicações hormonais usadas na indução da ovulação. O evento característico é uma resposta exagerada às drogas indutoras, que pode levar a dor abdominal, edema e retenção de líquidos. Em casos extremos há necessidade de interromper o tratamento e, até mesmo, de cuidados hospitalares. Outras complicações são: sangramentos após a punção ovariana, infecção pós-punção e torção de ovário.
Este tratamento oferece uma chance de gravidez em torno de 40%.