quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Doenças do Sangue

As doenças do sangue, também chamadas de doenças hematológicas ou doenças sanguíneas, são classificadas como heredi- tárias (transmitidas de pai e/ou mãe para os filhos) ou adquiridas. Podem surgir no momento da forma- ção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas e também das proteínas plasmáticas (en- contradas no plasma), das quais muitas têm papel preponderante na coagulação sanguínea.  Também podem ser fruto de alguma deficiência na função das células e/ou proteínas sanguíneas.



Esses agravos são normalmente detectados por sin- tomas clínicos, tais como fraqueza, cansaço, infec- ções frequentes e sangramentos anormais, e diag- nosticadas por meio de exames laboratoriais do sangue ou da medula óssea, onde são formadas as células do sangue. Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento. 

Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento.

HEMOFILIA

- O que é? 
Doença causada pela deficiência congênita do fator VIII (tipo A) ou do fator IX (tipo B), que são proteí- nas contidas no sangue que atuam no processo de coagulação. A hemofilia A é a mais frequente, ocor- rendo em cerca de um a cada dez mil homens. A he- mofilia B é de três a quatro vezes menos frequente.

- Como é transmitida?
 A hemofilia é passada das mães para os filhos, por herança genética. Está associada a uma alteração na capacidade de coagulação do sangue do organismo. Atinge apenas os homens.

- Quais os sintomas?
 As manifestações hemorrágicas podem aparecer no primeiro ano de vida. O sangramento pode ser espon- tâneo ou provocado (corte ou pancada); externo ou interno; em músculos, articulações ou órgãos. Em casos mais graves, há sangramento interno repetitivo, febre e dores nas articulações.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença pode ser levantada por um exame de sangue simples, chamado de coagulogra- ma, e é confirmada por exame  que mede a quantidade dos fatores VIII e IX no plasma.

- Qual o tratamento? 
Ainda não há cura para a hemofilia. A doença é controlada com injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes (VIII ou IX ).

DOENÇA DE VON WILLEBRAND

- O que é? 
É uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência do fator de von Willebrand, uma das proteínas responsáveis pela coagulação, no organismo. A falha nesta substância provoca lentidão no estancamento do sangue. Das doenças Hemoragicas hereditárias, esta é a mais comum, chegando a um caso em cada cem habitantes. Porém, como não é muito conhecida, ainda é pouco diagnosticada.

- Como é transmitida? 
É transmitida dos pais e/ou mães para os filhos de ambos os sexos, durante a formação do feto.

- Quais os sintomas? 
Os principais sintomas são hematomas, sangramentos nasais, sangramentos excessivos após pequenos cortes; extração dentária; cirurgias; nas gengivas ou  períodos menstruais prolongados, no caso das mulheres. Na forma grave da doença também podem ocorrer hemorragias dos tratos digestivo e urinário. Alguns doentes podem apresentar sintomas como os da hemofilia grave, tais como hemorragias nas articulações e músculos, apesar de esta forma grave ser rara.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença de von Willebrand pode ser levantada pelo  histórico familiar e pessoal de sangramentos na pele e em mucosas e por meio de exame de sangue que dosa o nível do fator de  von Willebrand no plasma. Este teste é capaz de apontar a deficiência quantitativa e qualitativa des- sa proteína no organismo do indivíduo.

- Qual o tratamento?
Na maioria dos casos, os sangramentos cessam com um tampão ou gelo no local afetado, administração de medicamentos (antifibrinolíticos) que promovem a formação de coágulos ou com o uso de um medica- mento denominado DDAVP, que aumenta a produção de fator de von Willebrand pelo organismo. Em caso de hemorragias mais graves, é necessário realizar a te- rapia de reposição do fator de von Willebrand. Também é recomendado repor esta proteína antes de procedimentos como cirurgias e extração dentária.

Um comentário:

  1. Inara, seu texto está muito bem explicado e organizado, todo o conteúdo abordado sobre as doenças hereditárias está bem esclarecedor, essa dinâmica de perguntas e respostas, nos dá a oportunidade de ler primeiramente aquilo que mais nos chama atenção.

    ResponderExcluir