quinta-feira, 19 de março de 2015

Atividade em campo sobre a disciplina de ecologia, em que abordamos umas problemáticas ambientais na região do maciço de Baturité, a não conscientização dos habitantes da cidade em preservar  meio em que vivi. Assistam é bem interessante!

https://www.youtube.com/watch?v=wNrP9b_L1x4&feature=youtu.be

quinta-feira, 12 de março de 2015

História em quadrinhos- Interações ecológicas

                                                                       

Equipe 5 

Deyk Anne Calixto, Francelyr  Queiroz, Inara Lucena.


Na floresta é assim....




 


quinta-feira, 17 de julho de 2014

                                              O lixo coletado para onde vai?











O mais adequado é a reciclagem desse lixo, para que se torne outro produto, no entanto no caso de não reciclar o adequado seria o aterro sanitário,que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada.


http://www.lixo.com.br/content/view/144/251/ 

                          Aterro sanitário e suas vantagens


Para onde vai o seu lixo depois que você o joga na lixeira? Pouca gente pensa sobre o assunto, mas tudo que consumimos, desde uma garrafa de água até o pneu do carro, vira lixo em algum momento e segue por um destino que muitas vezes não é sustentável.
Entre todos os rumos possíveis, três se destacam no país: os lixões, os aterros controlados e os aterros sanitários. 
Lixões
Lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Institucionalizados ou clandestinos, esses locais recebem volumes diários de lixo que são amontoados um por cima do outro. 
Além dos impactos ambientais, o acumulo de lixo atrai animais transmissores de doenças, como moscas e ratos. O local ainda é tido como fonte de renda para a população carente, que recolhe o material reciclável e, em alguns casos, chega a se alimentar dos restos encontrados no lixo.

Aterros controlados
Os aterros controlados são locais intermediários entre o lixão e o aterro sanitário. Trata-se geralmente de antigas células que foram remediadas e passaram a reduzir os impactos ambientais e a gerenciar o recebimento de novos resíduos.
Aterros sanitários
Os aterros sanitários são espaços preparados para a deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Esses locais são planejados para captar e tratar os gases e líquidos resultantes do processo de decomposição, protegendo o solo, os lençóis freáticos e o ar.


http://www.rumosustentavel.com.br/ecod-basico-lixao-aterro-controlado-e-aterro-sanitario/

quinta-feira, 1 de maio de 2014


Estudantes de Baturité desenvolvem ações na Aldeia Kanindé em Aratuba
Alunos-projetos-pesquisaEm 23 de outubro de 2010 ocorreu o primeiro ciclo de oficinas para povos e comunidades tradicionais no Maciço de Baturité. Alunos do último semestre do curso Tecnológico de Hotelaria, matriculados na disciplina de “Projeto Social” ministraram as oficinas de “Vassouras recicladas” e “Hospitalidade”.
A proposta surgiu desde agosto deste ano, quando foram iniciadas reuniões com a comunidade Kanindé, trabalhos de campo e participações de bolsistas em atividades da aldeia. Tal iniciativa partiu do projeto “Alimentos Tradicionais: uma Geografia da Cultura Alimentar do Maciço de Baturité”, coordenado pela Professora Anna Erika Ferreira Lima.
As oficinas realizadas por dezessete alunos teve duração de quatro horas e suas propostas versaram sobre questões demandadas pela própria comunidade em reuniões com representantes da aldeia como o cacique, pajé e o diretor da Escola. Para o Diretor da Escola Elenilson Gomes dos Santos esse é só o início de uma longa jornada de atividades entre o IFCE – Campus Baturité e a aldeia Kanindé.
Segundo a coordenadora do Projeto é preciso efetivar a aproximação e desenvolver trabalhos que contribuam com a conservação da natureza e a preservação da cultura desses grupos sociais. Os nossos alunos podem contribuir com essa meta e dessa forma efetivar também um retorno social.
Imagem: Alunos do Campus Baturité realizam oficinas na Aldeia Indígena Kanindé (Anna Erika)
Anna Erika - Campus Baturité

Síntese do documentário "Pro dia nascer feliz"


No documentário relata uma grande pendencia do brasil, na qual se propaga a cada ano, na educação, relata  também a distinção de classes onde aborda o sistema educacional brasileiro, descrevendo realidades escolares de diferentes contextos sociais, econômicos e culturais a partir de diversos olhares sobre as realidades que constituem a estrutura educacional seja do ponto de vista da instituição, do aluno, do professor e da família. Propõe, ainda, demonstrar o abismo existente entre as escolas públicas e privadas e a relação do adolescente com a escola focando a desigualdade social e a banalização da violência.

No contexto sociedade  mundos iguais mais que os mesmos pensam agem de forma diferente, onde em torno de seu mundo nada mais pudesse entrar  onde tudo so girasse em sua volta, sociedade essa que não abre os olhos pra ver o que esta acontecendo em sua volta, onde na maioria das vezes a escola tem o papel de casa, onde o professor tem o papel de pai e mãe, onde o mundo que vai ensinar se faz certo ou errado.
Pessoas que possuem maiores condições dos que os que vivem a mercê dos programas governamentais e, além disso, não conseguem se qualificar de uma forma apropriada para chegar ao ponto de competir com os que são mais preparados e logicamente possuem um poder aquisitivo melhor.

Aos professores que são sujeitos a educar em condições precárias, como no caso da escola de Manari em Pernambuco, por falta de verba, materiais e merenda, e no exemplo da escola de Duque de Caxias e de Itaquaquecetuba  onde a violência é algum perturbador e constante, além da falta de estimulo pelo desinteresse  dos alunos que não levam a serio seus estudos gerando 9 indisciplina para os dois lados.

Também foi relatado em Pernambuco crianças que deixam de ir a escola porque não existe transporte para todas e as criança não teriam, logicamente, condições de andar muitos quilômetros ou bancar de seus bolsos um transporte diário. Nesta situação, o quadro que encontramos é muitas vezes de encontrar crianças que não possuem sonhos, pois a realidade não vos concede a chance. Viram crianças desesperançosas, e que consomem seu tempo trabalhando e perdendo a chance de ter um futuro melhor.

Um exemplo , menina de 13 anos, moradora de Manari-PE, que possui vontade de estudar, aprecia a leitura, num nível que nem os professores acreditam na hipótese desta escrever redações que vão além do esperado naquela comunidade. Para ela, certamente, tal fato é desanimador, porque não a estimula a querer sempre produzir mais, fica fadada a ter apenas o seu próprio incentivo. Outro caso mostrado foi na escola de Valéria, em Inajá-PE, onde cursa formação de professores, onde muitos professores faltam, alguns mandam um representante, outros nem isso. 

Não cumprem com o seu compromisso, e ainda avaliam todos os alunos como se fossem todos iguais, e os atribuem a mesma nota. A realidade é bem cruel, além da precária infraestrutura e da desmotivação por ambas partes, a pobreza se faz presente. Conforme relato de uma professora, algumas alunas vêm estudar da mesma forma que se fosse a um baile, levam os livros, mas sequer entram na escola, ficam paquerando e namorando

Uma outra realidade é a da escola Duque de Caxias, pois a escola se localiza a poucos metros de uma “boca de fumo”, o que acaba incluindo questões complicadas como o tráfico de drogas, violência e indisciplina. Foi posto em foco o caso de um aluno, Deivison Douglas, de 16 anos, irreverente, comunicativo, mas também indisciplinado, e com comportamentos por vezes violentos e inapropriados. O mesmo deveria ficar em dependência em algumas matérias, porém a decisão dos professores é que não se retenha o aluno, pois a mesma dependência não resolve nada na opinião deles. Dessa forma, a qualidade do ensino só tende a cair, e ocorre uma diminuição das repetências, mas o que não significa um progresso na educação, mas sim uma completa maquiagem. Ao mesmo tempo, os docentes sabem que serão aprovados, colaborando com os índices crescentes do governo.

Em Itaquaquecetuba-SP, em uma escola de periferia (conforme dito por uma professora da “ periferia”),o dinheiro aparece com um entrave para a realização de atividades culturais e a falta constante dos professores desmotiva os alunos e os deixa ociosos. Várias opiniões foram importantes entre os professores, dentre eles de uma dizendo que o professor perdeu a sua dignidade, pois precisa aceitar tudo na sala de aula; outra observação foi ao se referir esta escola de hoje está vivendo aos moldes do século passado, pois a realidade dos alunos é outra, e este sistema precisa se adequar a esta realidade. Como ela  mesmo disse “lá fora é muito mais interessante”, e é verdade, pois a estrutura física e organizacional do espaço  escolar por si só já demostra que está defasada.

Em uma outra escola abordada no documentário, localizada em São Paulo, em Alto de Pinheiros, bairro de classe média alta, pudemos verificar uma outra realidade das expostas até então no filme. Primeiramente porque se trata de uma colégio particular, então nota-se que o perfil do alunado é diferente dos abordados. Logo no inicio da entrevista com alguns alunos, percebemos que os mesmos possuem um senso critico apurado e tentam tratar esta questão da desigualdade, como uma questão de falta de oportunidade. Estudam uma carga horária mais puxada e almejam garantir a entrada para uma boa faculdade, nem que para isso seja necessário o auxílio de professor particular. A família pode se dizer mais presente na formação de seus filhos, se não for pelo lado da atenção, mas pelo lado material e financeiro. Na maioria dos problemas destes adolescentes são bem diferentes dos que foram observamos, são, na verdade, criados por dúvidas em relação a vida, de onde viemos, pra onde vamos, ou seja, fatores de ordem filosófica.

Na periferia de São Paulo, em um colégio estadual, uma questão que foi bastante discutida foi a violência que os alunos estão expostos, de maneira direta ou indireta, através da família ou na escola com os alunos. Em meio a estes assuntos, a gravidez na adolescência também mereceu destaque, no caso da menina Rita que engravidou aos 18 anos, parou de estudar e só veio a retornar dois a nos depois, fazendo com que o sonho de uma faculdade fosse ficado cada vez mais em segundo plano.

Em uma realidade bem mais obscura, também na periferia de São Paulo, foi exposto o fato de uma menina ter matado uma adolescente dentro da escola, por motivos que não poderemos nunca entender. O que é surpreendente é que não se arrependeu, disse ainda que só adiantou o que um dia iria acontecer, e ainda o tempo que ficará reclusa em casa de menores é um tempo muito curto, coisa que passa rápido. Outro fato abordado foi o desvio de comportamento de adolescentes, que ingressam na vida de crimes, assaltos, por influência de amigos ou pela falta de estrutura familiar. Isso a partir do primeiro momento que acontece, se torna um vicio, e depois sair dessa realidade vai se tornando cada vez mais difícil.

E a escola está a mercê de acolher toda esta clientela, sem distinção, e os professores ficam nessa difícil tarefa que é tentar ao menos fazer com que os alunos se interessem em aprender. Mas nem sempre conseguem, muitas vezes se desmotivam e seguem sua profissão sem dedicação e comprometimento.

Enfim, o que nos resta dizer é que o trabalho do educador se torna a cada dia mais difícil e menos valorizado. É o reflexo de como este governo investe neste setor, de como a família está deixando tudo sob  responsabilidade da escola, se esquecendo de transmitir cordialidade, respeito e normas básicas para se viver em harmonia com a sociedade. É preciso que ocorra uma verdadeira revolução na educação, desde a base até o ultimo patamar, para que ao menos nossos netos ou bisnetos possam vir a vislumbrar de mais esperança e paz, e poder traduzir todas as qualidades existentes em nosso cotidiano, fazendo nascer um mundo melhor para se viver. Conforme as últimas imagens do filme ficam com as crianças a nossa espera em dias melhores.

Como a educação é tratada em segundo plano em divesas rrgioes do brasil, onde na qual é a base de muitas crianças que almejam um futuro melhor, de um lado professores  que se ver desestimulados pela falta de interesse  dos alunos e a infraestrutura que tão pouca realizada, do outro adolescentes que se ver  junto ao crime e que  são tão poucos preparados para essa realidade.

O filme que nos apresenta a cara do nosso país, que não investem nos seus herdeiros, até porque todos sabem que o futuro de um país são os seus jovens, a partir daí o autor nos mostra onde tá errado e no que podemos melhora para que o nosso país esteja em boas mãos no futuro.


http://pepquesb.blogspot.com.br/2013/05/resumo-pro-dia-nascer-feliz.html acesso 31/04/14 ás 20:25
http://www.slideshare.net/erika_cdias/resenha-documentrio-pro-dia-nascer-feliz acesso 31/04/14 ás 21:35

quarta-feira, 23 de abril de 2014




                              A educação: futuro de muitos jovens.



aula A esperança é a educação
Houve um tempo no Brasil em que a escola pública era motivo de orgulho. Nessa época pegava mal colocar um filho num colégio particular. A impressão era de que a criança tinha dificuldades de acompanhar o forte ritmo do ensino.
O que ocorre hoje é exatamente o contrário. Ao longo dos anos, devido aos baixos investimentos em infraestrutura, salários a professores e conteúdo de qualidade, o cidadão brasileiro com maior poder aquisitivo tem sido obrigado a recorrer às instituições particulares de ensino.
A educação no Brasil é sucateada, tratada como peso e não como prioridade. Vejam só que interessante: nosso país é hoje a sétima economia do mundo, mas numa avaliação feita pela UNESCO, estamos em 88º lugar entre 127 países avaliados. Ficamos atrás do Chile, Bolívia e Equador!
Numa outra avaliação, a PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), feita pela OCDE (Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico), entre 65 nações o Brasil está em 58º. México, Costa Rica e até o Cazaquistão estão na nossa frente. Dá pra acreditar?
Na semana passada, por exemplo, vimos um professor de filosofia da rede pública de ensino do Distrito Federal chamar a funkeira Valesca Popozuda de “grande pensadora contemporânea”. Ele colocou numa prova trecho de uma de suas músicas para os alunos completarem. A maioria acertou a resposta, é bom destacar.
A limitada perspectiva de futuro é outro fator desestimulante tanto para alunos quanto para professores. O que pensa um jovem de periferia que vê um funkeiro ganhar milhões de reais mesmo sem ter concluído o ensino médio enquanto ele tem que ralar durante anos a fio para se formar e alcançar um salário médio? Com o professor acontece o mesmo.
A desigualdade social tão criticada por todos, uma das maiores do mundo, continuará acentuada enquanto o filho do pobre não tiver a mesma oportunidade educacional do rico. E a culpa disso não é do rico nem do pobre. É do Estado, que tem encarado a educação como um fardo pesado em vez de caminho inevitável para um país melhor.
Conhecemos os problemas e, de certa forma, sabemos o que precisa ser feito.

http://noticias.r7.com/blogs/marcos-pereira/2014/04/17/a-esperanca-e-a-educacao/ acesso 21/04/14 ás 21:13

quinta-feira, 17 de abril de 2014



LDB: educação e suas diretrizes 




                                           


https://www.youtube.com/watch?v=Fqhlf_D6Jj4 acesso 17:04/14 ás 23:55

quarta-feira, 16 de abril de 2014

        Os Brasileiros com mais importância na educação básica.



Os pais brasileiros são os que mais apostam no gasto em ensino para garantir o sucesso dos filhos. Um estudo global elaborado pelo banco HSBC mostra que 79% dos entrevistados no Brasil acreditam que pagar pela educação é o melhor investimento que podem fazer para a próxima geração.
Depois do Brasil, a importância é maior na China (77%), Turquia e Indonésia (cada um com 75%), sendo a média mundial de 58%. A pesquisa foi realizada com 4.592 pessoas de 15 países entre dezembro de 2013 e janeiro deste ano.
No recorte com dados apenas dos brasileiros, os entrevistados apontaram a educação como destino ideal de recursos alocados para o suporte financeiro dos filhos. No Brasil, 44% aportariam preferencialmente o dinheiro para os estudos - resultado também acima da média mundial (42%). A segunda opção é o fundo de investimento (15%), seguida pela ajuda para iniciar um negócio (10%).
"Foram vários os fatores que levaram a esse aumentou do tempo de escolaridade. Tudo começou com a Constituição de 1988. Ela descentralizou o cuidado com a educação para os municípios com a transferências de recursos", afirma Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.
O aumento da escolaridade média também foi impulsionado pela criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef)- depois transformado no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) - e pelos programas de transferência de renda e de facilidade ao crédito.
http://www.opovo.com.br/app/economia/ae/2014/04/16/noticiaseconomiaae,3237179/pais-brasileiros-sao-os-que-dao-mais-valor-a-educacao.shtml  acesso 16/04/2014 ás 22:00

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Doenças do Sangue

As doenças do sangue, também chamadas de doenças hematológicas ou doenças sanguíneas, são classificadas como heredi- tárias (transmitidas de pai e/ou mãe para os filhos) ou adquiridas. Podem surgir no momento da forma- ção dos componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas e também das proteínas plasmáticas (en- contradas no plasma), das quais muitas têm papel preponderante na coagulação sanguínea.  Também podem ser fruto de alguma deficiência na função das células e/ou proteínas sanguíneas.



Esses agravos são normalmente detectados por sin- tomas clínicos, tais como fraqueza, cansaço, infec- ções frequentes e sangramentos anormais, e diag- nosticadas por meio de exames laboratoriais do sangue ou da medula óssea, onde são formadas as células do sangue. Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento. 

Conheça, a seguir, as principais doenças sanguíneas, seus sintomas, forma de diagnóstico e tratamento.

HEMOFILIA

- O que é? 
Doença causada pela deficiência congênita do fator VIII (tipo A) ou do fator IX (tipo B), que são proteí- nas contidas no sangue que atuam no processo de coagulação. A hemofilia A é a mais frequente, ocor- rendo em cerca de um a cada dez mil homens. A he- mofilia B é de três a quatro vezes menos frequente.

- Como é transmitida?
 A hemofilia é passada das mães para os filhos, por herança genética. Está associada a uma alteração na capacidade de coagulação do sangue do organismo. Atinge apenas os homens.

- Quais os sintomas?
 As manifestações hemorrágicas podem aparecer no primeiro ano de vida. O sangramento pode ser espon- tâneo ou provocado (corte ou pancada); externo ou interno; em músculos, articulações ou órgãos. Em casos mais graves, há sangramento interno repetitivo, febre e dores nas articulações.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença pode ser levantada por um exame de sangue simples, chamado de coagulogra- ma, e é confirmada por exame  que mede a quantidade dos fatores VIII e IX no plasma.

- Qual o tratamento? 
Ainda não há cura para a hemofilia. A doença é controlada com injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes (VIII ou IX ).

DOENÇA DE VON WILLEBRAND

- O que é? 
É uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência do fator de von Willebrand, uma das proteínas responsáveis pela coagulação, no organismo. A falha nesta substância provoca lentidão no estancamento do sangue. Das doenças Hemoragicas hereditárias, esta é a mais comum, chegando a um caso em cada cem habitantes. Porém, como não é muito conhecida, ainda é pouco diagnosticada.

- Como é transmitida? 
É transmitida dos pais e/ou mães para os filhos de ambos os sexos, durante a formação do feto.

- Quais os sintomas? 
Os principais sintomas são hematomas, sangramentos nasais, sangramentos excessivos após pequenos cortes; extração dentária; cirurgias; nas gengivas ou  períodos menstruais prolongados, no caso das mulheres. Na forma grave da doença também podem ocorrer hemorragias dos tratos digestivo e urinário. Alguns doentes podem apresentar sintomas como os da hemofilia grave, tais como hemorragias nas articulações e músculos, apesar de esta forma grave ser rara.

- Como é o diagnóstico? 
A suspeita da doença de von Willebrand pode ser levantada pelo  histórico familiar e pessoal de sangramentos na pele e em mucosas e por meio de exame de sangue que dosa o nível do fator de  von Willebrand no plasma. Este teste é capaz de apontar a deficiência quantitativa e qualitativa des- sa proteína no organismo do indivíduo.

- Qual o tratamento?
Na maioria dos casos, os sangramentos cessam com um tampão ou gelo no local afetado, administração de medicamentos (antifibrinolíticos) que promovem a formação de coágulos ou com o uso de um medica- mento denominado DDAVP, que aumenta a produção de fator de von Willebrand pelo organismo. Em caso de hemorragias mais graves, é necessário realizar a te- rapia de reposição do fator de von Willebrand. Também é recomendado repor esta proteína antes de procedimentos como cirurgias e extração dentária.

Tecido Cartilaginoso


       tecido conjuntivo cartilaginoso também chamado apenas de cartilagem, é muito flexível, porém de consistência rígida e é encontrado no nariz, nos anéis da traqueia e dos brônquios, na parte externa da orelha, em algumas partes da laringe e na epiglote. Este tecido não possui vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos, ele pode ser nutrido de duas formas: através dos capilares do conjuntivo que o envolve (pericôndrio) ou através do liquido sinovial (líquido transparente e viscoso das cavidades articulares e bainhas dos tendões) das articulações. Ele se adere as superfícies das articulações ósseas de nosso corpo. Este é indispensável na formação de ossos longos, e também tem a função de suporte dos tecidos moles (tecido de sustentação).        

É formado por células denominadas condrócitos, células mais velhas que secretam matriz extracelular, que por sua vez tem origem em células embrionárias chamadas condroblastos (pequenas lacunas na substância intracelular).    

Normalmente um condroblasto pode conter de dois a oito condrócitos, formando uma espécie de ninho de células envolto por uma fina cápsula, eles produzem grandes quantidades de fibras proteicas, a medida que sua atividade metabólica vai moderando passam a se chamar condrócitos. A matriz extracelular serve de ponte para a difusão dos condrócitos para os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo circundante.
O papel fisiológico deste tecido está relacionado à suas propriedades que dependem da estrutura da matriz que pode ser colágeno ou colágeno+eslastina+proteoglicanas  (proteína + glicosaminoglicanas), e é por causa desta ligação que este tecido tem tal elasticidade. As cartilagens são envolvidas por uma bainha conjuntiva (exceto as cartilagens das articulações) que recebe o nome de pericôndrio (do grego Peri = em torno).  Encontramos em certos vertebrados como os peixes cartilaginosos (o tubarão e a arraia, por exemplo), estes possuem esqueleto cartilaginoso exclusivamente. Em outros vertebrados este tecido é substituído pelo ósseo, que possui consistência mais rígida.
Podemos dividir este tecido em três grupos diferentes:

Cartilagem Hialina
A mais comum encontrada na laringe, traqueia, nos brônquios e nas articulações. Esta cartilagem apresenta uma matriz mais homogênea e possui poucas fibras colágenas. Esta cartilagem é a que forma o primeiro esqueleto de um embrião, que logo após é substituída por osso. É a mais abundante na anatomia humana.


Se esta cartilagem sofrer uma lesão se regenerará com mais dificuldade e provavelmente não completamente, com exceção em crianças com pouca idade. Em adultos esta regeneração é feita pelo pericôndrio, que células originadas por ele, invadem a área fraturada dando origem ao um novo tecido cartilaginoso.        



Cartilagem Elástica
Semelhante à hialina, a cartilagem elástica possui pequenas porções de colágeno, além de fibras elásticas entrelaçadas, materiais de lâminas de elástico. Este material é responsável pela maior elasticidade desta cartilagem. Possui também uma exuberante rede de fibras elásticas finas, que se unem ao pericôndrio. Devido à presença de elastina esta cartilagem possui uma coloração amarelada. As células presentes do interior desta cartilagem mantêm a matriz. Este tipo de cartilagem é encontrada na orelha, no septo nasal e na epiglote.


1- matriz territorial;
2- fibras elásticas;
3- condrócitos;
4- matriz interterritorial
Cartilagem Fibrosa
A cartilagem fibrosa também pode ser chamada  defibrocartilagem. Esta cartilagem apresenta grande quantidade de fibras colágenas, fazendo assim com que se torne a mais resistente de todas as três. Nesta cartilagem não há presença de pericôndrio e está diretamente associada ao tecido conjuntivo denso. Ela tem a função de cartilagem intervertebral, separando uma vértebra de outra, evitando assim o atrito entre elas e amortecendo choques que podem ser transmitidos á coluna através de atividades físicas. Esta cartilagem está presente entre as vértebras e no osso púbis da bacia.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Funções dos Tecidos Conjuntivos


Os tecidos conjuntivos são os responsáveis pelo estabelecimento e manutenção da forma do corpo, fazendo a ligação entre as diferentes células e órgãos, mantendo-os unidos e dando suporte mecânico. Em uma analogia simples, em que os órgãos e células seriam os tijolos de uma parede, o tecido conjuntivo seria como o cimento que os une.


1- Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado,
2- Tecido Conjuntivo Frouxo, 3- Tecido Conjuntivo Denso


Estruturalmente o tecido conjuntivo possui três componentes: células, fibras e substância fundamental. A variação na qualidade e quantidade destes componentes define os diferentes tipos de tecido conjuntivo. Enquanto os demais tecidos (epitelial, muscular e nervoso) têm como constituintes principais as células, no tecido conjuntivo predomina a matriz extracelular, formada pela substância fundamental e pelas fibras.
A matriz extracelular é uma combinação variada de diversas proteínas fibrosas com a substância fundamental. As fibras podem ser colágenas, reticulares ou elásticas, dependendo da composição das proteínas, que por sua vez definirá suas propriedades e funções.
A substância fundamental é um complexo viscoso e altamente hidrofílico, ou seja, que possui grande afinidade pela água (hidro= água / filia= afinidade por), portanto solúvel. É composto principalmente de macromoléculas aniônicas (como glicosaminoglicanos e proteoglicanos) e glicoproteínas multiadesivas (como a lamina, a fibronectina, entre outras). Estas macromoléculas se ligam a receptores específicos na superfície das células, promovendo assim a união do tecido, conferindo força tênsil e rigidez à matriz.
As principais células do tecido conjuntivo são os fibroblastos, osleucócitos e as células adiposas.
Os fibroblastos produzem as fibras e a substância fundamental, além de estarem envolvidos na produção de fatores de crescimento, que controlam o crescimento e a diferenciação celular. Quando os fibroblastos tornam-se metabolicamente quiescentes (pouco ativos) passam a ser chamados de fibrócitos. Os leucócitos são as células de defesa, eles produzemanticorpos, fagocitam corpos estranhos (bactérias ou partículas) e modulam reações alérgicas e inflamatórias. As células adiposas estocam gordura, que serve de reserva energética e produção de calor.
O tecido conjuntivo está presente nos tendões e ligamentos, aponeuroses, cápsulas envolvendo órgãos, membranas orgânicas e constituindo o estroma (tecido de sustentação) dos órgãos.
Os tecidos conjuntivos são divididos em:
Tecido conjuntivo propriamente dito – É o tecido conjuntivo que faz a estruturação e o suporte. Pode ser do tipo frouxo ou denso. O frouxo suporta estruturas que estão sujeitas a pequenos atritos e pressão, sendo encontrado preenchendo espaços entre células, suportando células epiteliais e em torno dos vasos sanguíneos e nas membranas serosas. O denso tem a mesma composição que o frouxo, porém possui menor quantidade de células e abundantes fibras colágenas, oferecendo assim resistência e proteção ao tecido. Ele é também menos flexível e mais resistente à tensão.
Tecido Adiposo – Constituído por células adiposas, chamadas adipócitos. Ele é o maior depósito corporal de energia, armazenada em forma de lipídios (a gordura). Ele também serve para modelar a superfície do corpo, sendo responsável pelas diferenças da silhueta masculina e feminina. Ele também forma coxins sobre a pele, oferecendo importante proteção contra choques mecânicos, por exemplo, na planta dos pés, na palma das mãos e nas nádegas. E como a gordura não é bom condutor de calor, o tecido adiposo constitui ainda um isolante térmico para o corpo.
Tecido Cartilaginoso – Possui consistência rígida, oferecendo suporte para os tecidos moles. Reveste também as superfícies articulares, absorvendo choques e facilitando o deslizamento dos ossos nas articulações. Ele é também o principal constituinte dos ossos no feto e no recém-nascido, diferenciando-se em tecido ósseo e promovendo o crescimento da criança.
Tecido Ósseo  - Forma os ossos, o principal constituinte do esqueleto. Dá suporte ao corpo e protege órgãos vitais, como o cérebro na caixa craniana e os pulmões e o coração dentro da caixa torácica. Serve de apoio aos músculos esqueléticos, proporcionando movimentos úteis aos membros. Ele também protege e aloja a medula óssea, formadora das células sanguíneas. Serve ainda de depósito de cálcio, fosfato e outros íons, possibilitando regular a liberação destes no sangue quando necessário.  (Por Marcos Duarte).





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sistema Ósseo

                                           
Além de dar sustentação ao corpo, o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Ele constitui-se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes:
1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana, coluna vertebral caixa torácica.
2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores).
1-Esqueleto axial
1.1-Caixa craniana
Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital, esfenoide , nasal, lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior).

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

Observações:
Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio. 
Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da cabeça da criança, que facilita a passagem da mesma no canal do parto; após o nascimento, será substituída por osso.
1.2-Coluna vertebral
É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço), coluna torácica, coluna lombar, coluna sacral, coluna cocciciana (coccix).

 

1.3-Caixa torácica
É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que são em número de 12 de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).



 2- Esqueleto apendicular
2-1- Membros e cinturas articulares
Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços, os carpos. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.
Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo e pé. O osso da coxa é o fêmur, o mais longo do corpo. No joelho, ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. A região frontal do joelho está protegida por um pequeno osso circular: a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos, formam o tornozelo. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas falanges.
Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica, popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro - osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix, formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.


Juntas e articulações
Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas; nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas, denominadas articulações, os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos.
Ligamentos
Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos.
Classificação dos ossos
Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em: 
A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por tecido ósseo esponjoso.  Exemplos: fêmur, úmero.

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo, Ed. Moderna, 1997, com adaptações
B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos. 
C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da bacia, escápula.
Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa, constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.


Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino: