A educação: futuro de muitos jovens.
Houve um tempo no Brasil em que a escola pública era motivo de orgulho. Nessa época pegava mal colocar um filho num colégio particular. A impressão era de que a criança tinha dificuldades de acompanhar o forte ritmo do ensino.
O que ocorre hoje é exatamente o contrário. Ao longo dos anos, devido aos baixos investimentos em infraestrutura, salários a professores e conteúdo de qualidade, o cidadão brasileiro com maior poder aquisitivo tem sido obrigado a recorrer às instituições particulares de ensino.
A educação no Brasil é sucateada, tratada como peso e não como prioridade. Vejam só que interessante: nosso país é hoje a sétima economia do mundo, mas numa avaliação feita pela UNESCO, estamos em 88º lugar entre 127 países avaliados. Ficamos atrás do Chile, Bolívia e Equador!
Numa outra avaliação, a PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), feita pela OCDE (Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico), entre 65 nações o Brasil está em 58º. México, Costa Rica e até o Cazaquistão estão na nossa frente. Dá pra acreditar?
Na semana passada, por exemplo, vimos um professor de filosofia da rede pública de ensino do Distrito Federal chamar a funkeira Valesca Popozuda de “grande pensadora contemporânea”. Ele colocou numa prova trecho de uma de suas músicas para os alunos completarem. A maioria acertou a resposta, é bom destacar.
A limitada perspectiva de futuro é outro fator desestimulante tanto para alunos quanto para professores. O que pensa um jovem de periferia que vê um funkeiro ganhar milhões de reais mesmo sem ter concluído o ensino médio enquanto ele tem que ralar durante anos a fio para se formar e alcançar um salário médio? Com o professor acontece o mesmo.
A desigualdade social tão criticada por todos, uma das maiores do mundo, continuará acentuada enquanto o filho do pobre não tiver a mesma oportunidade educacional do rico. E a culpa disso não é do rico nem do pobre. É do Estado, que tem encarado a educação como um fardo pesado em vez de caminho inevitável para um país melhor.
Conhecemos os problemas e, de certa forma, sabemos o que precisa ser feito.
http://noticias.r7.com/blogs/marcos-pereira/2014/04/17/a-esperanca-e-a-educacao/ acesso 21/04/14 ás 21:13

A educação é o alicerce de futuro de muitos jovens no Brasil, mais é algum que ate o presado momento não esta se destacando no fator "melhoria" , o principal em escolas publicas com a decadência de estrutura física e pedagógica, onde muitas das escolas não tem professores para lecionar, não tem assistência para os alunos ( livros, merenda, cadeiras,losa etc). Isso é um dos fatores que se da mais sobre a evasão.
ResponderExcluir